sexta-feira, 9 de julho de 2010

O velho livro de páginas em branco

Um livro velho, de páginas em branco,
amarelas páginas em branco
Impossível de se ler, feito apenas para sentir.
ao abri-lo, vejo o pó da experiência que não fora passada adiante
experiência gritante, na brisa pesada que lhe envolve.
sinto nesse livro tudo que não lhe fora escrito,
gritos sufocados pelo medo da mágoa, sufocados pelo amor incontido
gritos sufocados por algo que sempre vai voltar, por impasses.. impasses.
amarelas páginas em branco, mostra-me o tempo, o caminho que parece estar tão turvo quanto o rio de pensamentos em que navego;
Neblina branca, páginas.
toda manhã o pensamento obrigatório que me vem a cabeça me remete a páginas em branco.
A relevância dessas páginas para mim, talvez insignificância para outros, mas de que me importa, o silêncio me mostra que o importante em meio a tristeza, é sempre achar o sorriso.
por mais que o tempo lhe traga tão bons momentos, sempre vai estar na história desse velho livro que então não estará mais em branco.

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